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Edição nº9
Práticas auto-gráficas Versão para impressão E-mail
Autor: Maria Augusta Babo   
01-Nov-2007
C’est à cette eschatologie du propre (propre, proprius, proximité à soi, présence à soi, propriété, propreté) que nous posons la question du grafein.

Derrida (1967: 157)

Uma semiótica da assinatura
[1]Comecemos por definir o que se entende por práticas auto-gráficas, para discutir em seguida de como elas se revelam procedimentos de individuação.
Na verdade, em traços gerais, diremos que a escrita releva de algumas marcas intransponíveis que a de-marcam de outros domínios de inscrição. São elas a exterioridade absoluta do traço ou vestígio definido como extensão protésica da memória para a qual contribui o processo de gramatização (Stiegler, 2004, p.111) - a instauração da marca como economia diferencial do simbólico - e, por outro lado, a sua sistematicidade simbólica - o sistema alfabético - que releva de um dispositivo supra e transindividual mas que, por esse mesmo facto, permite o desenvolvimento dos processos de individuação.

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[1] Este texto é uma versão da comunicação apresentada ao Congresso de Filosofia – O estatuto do Singular – Fundação Calouste Gulbenkian/UNL, 25-26 Maio de 2006.

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