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Edição nº4
As notas de Madame. Incerteza, risco, precaução Versão para impressão E-mail
Autor: Fernando Cascais   
01-Mai-2007
Vivir es lo más íntimo del mundo.
Es sentir en la piel esa caricia
del aire circundante. Estar despierto.
Despierto de la muerte, estar en vivo.
Haber atravesado los confines
de la nada y venir a establecerse
a esta zona clemente del espacio
donde la enfermedad se llama vida.
Ser entonces lo vivo, lo precioso,
esta palpitación inesperada,
este ardor hecho sueño, este trastorno
de placidez, un canto, una plegaria.
Un entretenimiento delicioso
del que nunca sabremos a su hora
que fue, si fue, si era, si habrá sido.

Juan Gil-Albert, “Los átomos” (Homenaje a Mme. Curie)

O tema da responsabilidade científica surge, na sequência da Segunda Guerra Mundial, a partir da problematização do risco decorrente da incerteza científica.
São momentos fundamentais da história moderna da responsabilidade científica o caso Oppenheimer, no quadro delimitado pela Segunda Guerra Mundial, a guerra fria e o projecto Manhattan, no início dos anos cinquenta, e a moratória de Paul Berg, na primeira metade da década de setenta. Estes dois casos têm um valor paradigmático, pois encontram-se já presentes neles os dados fundamentais das actuais reflexões sobre o risco e a incerteza, e a correspondente responsabilização das comunidades científicas.

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