O CECL passou a integrar, com o CIMJ, o Pólo FCSH do CIC.Digital, agora em fase de institucionalização.

Ciclo Imagem e Pensamento II - Pierre Klossowski e os Poderes da Imagem
Lisboa, 26-30 Abril 2010
Apresentação do Ciclo Ver e Dar a Ver: a Economia Visual do Pensamento Bibliografia de Pierre Klossowski Filomografia de Pierre Klossowski Colóquio Internacional Ekphrasis Ciclo de Cinema em torno de Klossowski Concurso Filmes de um Minuto
 

ekphrasis

Vários escritores aceitaram o desafio de fazer a descrição de um mesmo quadro de Pierre Klossowski, Roberte et les Barres Parallèles Nº 8 (1984), patente numa exposição do espólio da Colecção Berardo que o exibirá – entre 1 de Março e 18 de Maio de 2010– simultaneamente com outra obra pictórica e ainda uma escultura do autor, na exposição Sous la dictée de l’image. Os textos serão publicados na colecção “Sem Título”, do Museu Colecção Berardo.

 

Organizador

José A. Bragança de Miranda (Lisboa, 1953) é Professor Associado do Departamento de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, com agregação em Teoria da Cultura, colaborando ainda como professor catedrático convidado na Universidade Lusófona. Dirige o Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL), tendo sido investigador-principal do projecto Tendencies of Portuguese Network Culture (FCT). Comissariou Ligações_Links_Liaisons para o Porto2001 – Capital Europeia da Cultura, em colaboração com Maria Teresa Cruz, projecto de que resultou o livro Crítica das Ligações na Era da Técnica (2002). Foi presidente do painel de Ciências da Comunicação da FCT, presidente do júri para documentário do ICAM (2006) e membro do júri de premiação da BESfoto (2008). Das suas publicações destacam-se Analítica da Actualidade (1994), Política e Modernidade (1997), Traços, Ensaios de Crítica da Cultura (1998), Teoria da Cultura (2002), Síntese (2005), Espaços (2005), Queda Sem Fim (2006), O Ardor da Arte (2006), Conversaciones con Jorge Molder (2008), Envios. Uma Experimentação Filosófica na Internet (2008) e Corpo e Imagem (2008). Tem abordado a arte contemporânea em vários ensaios, nomeadamente sobre as "artes interactivas", as relações entre arte e corpo, ou as obras de Richard Tuttle, Jimmie Durham, Jorge Molder, Stelarc e Romy Castro.

 

Escritores

Ana Hatherly (Porto, 1929). Poeta, ensaísta, tradutora, cineasta, pintora vive e trabalha em Lisboa. Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa ( FLUL), Ph.D. pela Universidade da Califórnia em Berkeley, Professora Catedrática (da FCSH) da Universidade Nova de Lisboa,  iniciou a sua carreira literária e artística em 1958. Membro destacado do grupo da Poesia Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, a sua obra está incluída nas principais antologias europeias de literatura do século XX. Paralelamente estudou técnica de cinema e artes plásticas, em que obteve renome internacional. Pelas suas obras literárias e artísticas recebeu ao longo dos anos vários prémios e recentemente foi contemplada com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique.

Ana Marques Gastão (n. 1962), poeta, jornalista cultural, crítica literária, adjunta de direcção da revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian. Advogada, licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. Escreveu Tempo de Morrer, Tempo para Viver (1998), Terra sem Mãe (2000), Três Vezes Deus, em co-autoria com António Rego Chaves e Armando Silva Carvalho (2001), Nocturnos (2002) e Nós/Nudos, 25 poemas sobre imagens de Paula Rego – versão bilingue português/castelhano, traduzida por Floriano Martins (Prémio Pen Clube Português de Poesia 2004, ex-aequo). Nós/Nudos foi publicado em França com o título Noeuds (2007) com tradução de Catherine Dumas. Editou no Brasil a antologia A Definição da Noite (2003). Lápis mínimo é o seu último livro (2008). Integra várias antologias de poesia contemporânea, participou em diversos festivais internacionais e tem sido membro de júris de prémios no domínio do romance, da poesia e do ensaio como os da Associação Portuguesa de Escritores. Alguns dos seus poemas estão traduzidos para castelhano, catalão, francês, inglês, alemão e romeno.

António Carlos Cortez (Lisboa, 1976). Publicou quatro livros de poesia (Ritos de Passagem, 1999; Um Barco no Rio, 2002; A Sombra no Limite, 2004 e À Flor da Pele, 2008). É crítico de poesia no Jornal de Letras e colaborador de revistas da especialidade – Relâmpago, Colóquio/Letras, Mealibra – onde tem escrito essencialmente sobre poesia portuguesa contemporânea. Professor, publicou também um livro de crítica (Nos Passos da Poesia, 2005) e organizou, seleccionou e posfaciou o livro Os Animais do Sol e da Sombra (edições Quasi, 2003), de António Ramos Rosa.

Bernardo Pinto de Almeida (Porto, 1954). Doutorado em História da Arte e da Cultura pela Universidade do Minho (1993), é professor catedrático na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte, integrou a Comissão Assessora do Museo Extremeño Iberoamericano de Arte Contemporáneo (Espanha), cuja colecção de arte portuguesa organizou, e a Comissão de Compras da Fundação de Serralves (1990-1996). Foi director artístico da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, onde fundou o Centro de Estudos do Surrealismo. Foi membro da Administração da Fundação Museu Colecção Berardo (2006-2009). Colaborou com diversas publicações especializadas entre as quais Lapiz (Espanha), Contemporanea ou Artforum (EUA). Prémio AICA/Gulbenkian de Crítica de Arte, em 1983, organizou, como comissário independente, mais de três dezenas de exposições em diversas instituições. Prefaciou mais de três centenas de catálogos de exposições em Portugal e no estrangeiro e publica regularmente ensaio, destacando-se os títulos Imagem da Fotografia, O Plano de Imagem, Quatro Movimentos da Pele ou A Vontade de Representação. Tem também vários livros de poesia publicados, entre os quais os recentes Hotel Spleen e A Noite.

Edmundo Cordeiro (Santarém, 1964) publicou Actos de Cinema (Angelus Novus, Coimbra, 2005) sobre a estética de Gilles Deleuze e realizou o filme documentário Palavra e Tentação (2009) . É argumentista e professor de cinema e de comunicação nas áreas de estética e teoria da imagem, na Universidade Lusófona, Lisboa.

Gonçalo M. Tavares (1970) passou a sua infância em Aveiro. Publicou a sua primeira obra em Dezembro de 2001. Escreve romance, conto, ensaio, poesia e teatro. Todas as suas obras estão a ser traduzidas. Em Portugal, recebeu o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004 com o romance Jerusalém, o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, com o livro O Senhor Valéry, o Prémio Revelação de Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações. Novalis e o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores, com Água, Cão, Cavalo, Cabeça. Os seus livros deram origem, em Portugal e no estrangeiro, a peças de teatro, objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, projectos de arquitectura, bem como a teses académicas. Está a ser editado em cerca de trinta países. Prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil), Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália), Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia) e nomeação para o Prix Cévennes 2009 – Prémio para o melhor romance europeu (França).

José Gil (Lourenço Marques, actual Maputo, 1939) é professor universitário, filósofo, ensaísta e ficcionista. Completou o 1º. ano do curso de Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1958) e partiu para Paris. Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Letras de Paris (Sorbonne) em 1968, tendo obtido também nessa Faculdade a maîtrise de Philosophie no ano seguinte. Em 1982 obteve o doctorat d´Etat de Philosophie com a tese Le Corps comme Champ du Pouvoir. Entre 1965 e 1973 leccionou Filosofia em França, a que se seguiram as funções de coordenador do departamento de Psicanálise e Filosofia da Universidade de Paris VIII, a partir de 1974. Paralelamente exerceu a actividade de tradutor no Centre for Educational Research and Innovation da OCDE. Em 1976 regressa a Portugal, tendo assumido o cargo de adjunto do secretário de Estado do Ensino Superior e da Investigação Científica no VI Governo Provisório. Em 1981 inicia funções docentes, como professor auxiliar convidado, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi professor catedrático. Exerceu docência noutras universidades, das quais se referem o Collège International de Philosophie (CIPh), em Paris, e a New School for Dance Development, em Amesterdão. Dirige, desde 1996, a Colecção de Filosofia da editora Relógio d'Água. Tem vasto trabalho científico publicado em revistas especializadas e enciclopédias, nacionais e estrangeiras, designadamente Encyclopédie de la Vie Française, Enciclopédia Einaudi, Análise e Cadernos de Subjectividade (S. Paulo, Brasil), além de romances e numerosos ensaios, de que se destacam os títulos Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações, Cemitério dos Desejos, Salazar - a Retórica da Invisibilidade, A Imagem-Nua e as Pequenas Percepções, As Metamorfoses do Corpo, Movimento Total - O Corpo e a Dança, Portugal Hoje - O Medo de Existir. Em Janeiro de 2005, a revista francesa Le Nouvel Observateur considerou-o um dos «25 grands penseurs du monde entier».

Luís Lima (Dijon, 1971). Depois da licenciatura em Ciências da Comunicação, concluiu, em 2004, um Mestrado na mesma área com especialização em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias na FCSH da UNL. A Dissertação de mestrado sobre a estética do conceito «ecceidade» – Estética da Ecceidade, o Traçar de uma Carta – foi publicada nas edições MinervaCoimbra, em 2008. Membro do Instituto de Filosofia da Linguagem, trabalha actualmente as ontografias da imanência, no quadro de um doutoramento em co-tutela entre o departamento de Literatura da universidade Paris IV Sorbonne e o departamento de filosofia da FCSH, na UNL. Como tradutor e jornalista, Luís Lima versou para português autores como Pierre Klossowski ou Paul Veyne e tem publicado em revistas como La Vie Littéraire, Réel-Virtuel (ambas online) e a edição portuguesa da National Geographic Magazine. Publicou ainda um livro de poesia (no paralelo indizível...), em 2002.

Mafalda Ivo Cruz nasceu numa família de músicos, no final dos anos 50. Até 1998 residiu entre Paris e Lisboa e deu aulas de piano. A sua escrita convoca todas as artes: nos seus romances e contos, a pintura, a fotografia, a dança ou o teatro ocupam um espaço cénico que a música completa e (re)une. Não por acaso, o título do seu primeiro livro é Um Requiem Português (1995), um piscar de olho a Brahms que termina ao som de Beethoven. Colabora em diversos jornais e revistas, como crítica literária, ensaísta ou ficcionista: suplemento literário do jornal Público, Expresso, revistas Rodapé (Biblioteca de Beja), Colóquio/Letras, Livros ou O Escritor (APE). Colaborou ainda no ciclo Vozes e Olhares no Feminino, promovido pela Porto 2001, e no livro colectivo que resultou deste evento, onde figura um pequeno ensaio sobre a autora, da autoria de Maria João Reynaud. Mafalda Ivo Cruz ganhou com o seu romance O Rapaz de Botticelli, em 2002, o Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção e, em 2004, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, por Vermelho, em 2004. A Casa do Diabo (2000), Emma (texto e pintura, em colaboração com Joana Villaverde, 2004) e Oz (2006) são outras das suas obras.

Mónica Guerreiro (Cascais, 1981) trabalha como jornalista, crítica, autora e consultora para as artes do espectáculo. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Cultura, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde também completou uma Pós-Graduação em Culturas e Discursos Emergentes. Desempenha desde 2004 funções de consultoria especializada na Direcção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), para a área da Transdisciplinaridade. Autora da biografia Olga Roriz (Assírio & Alvim, 2008) e coordenadora do livro de artista Vou A Tua Casa / Rogério Nuno Costa. Coordenou a edição executiva de CAPITALS (Fundação Calouste Gulbenkian) e a edição bilingue da antologia de André Lepecki em www.Sarma.be, bem como outros catálogos. Publicou em periódicos como o Blitz, a Número Magazine, o Duas Colunas, a Agenda Cultural de Lisboa, a Sinais de Cena e a Obscena - Revista de Artes Performativas. Integra regularmente júris e comissões de apreciação, como o prémio ACARTE / Maria Madalena de Azeredo Perdigão (Fundação Calouste Gulbenkian), o Prémio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos de Teatro), os Globos de Ouro (Imprensa/SIC) ou o Prémio Autores (SPA).

Pedro Mexia (Lisboa, 1972) é escritor e crítico literário, e actualmente subdirector da Cinemateca Portuguesa. Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, fez crítica literária no Diário de Notícias entre 1998 e 2007, ano em que passou a publicar no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Escreve mensalmente na revista LER. Participou em programas de comentário político na televisão (O Eixo do Mal, SIC-Notícias) e na rádio (Governo Sombra, TSF). Tem colaborado regularmente em projectos das Produções Fictícias. Publica poesia desde 1999, tenho editado seis livros. Está representado em 366 Poemas que Falam de Amor (2003), org. Vasco Graça Moura; Antologia do Humor Português (2008), org. Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos; Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, org. Jorge Reis-Sá e Rui Lage (2009). Manteve vários blogues que tiveram depois edição em volume. Organizou e prefaciou o volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís Contemplação Carinhosa da Angústia. Traduziu Notas sobre o Cinematógrafo, do cineasta francês Robert Bresson. Colaborou em duas edições do projecto de peças curtas portuguesas Urgências (Teatro Maria Matos, 2004 e 2006). Adaptou para teatro (com Ricardo de Araújo Pereira) Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin (Teatro São Luiz, 2008). Publicou a peça Nada de Dois (2009). Em Abril de 2010, no Teatro Aberto, estreia Agora a Sério, versão da peça de Tom Stoppard The Real Thing, texto que traduz e encena.

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logo-ceclO Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens é uma unidade de investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL), existente desde 1983, que integra maioritariamente investigadores/docentes do Departamento de Ciências da Comunicação dessa faculdade, nomeadamente integrados nos cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento.

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