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As notas de Madame. Incerteza, risco, precaução Versão para impressão E-mail
Autor: Fernando Cascais   
01-Mai-2007
Vivir es lo más íntimo del mundo.
Es sentir en la piel esa caricia
del aire circundante. Estar despierto.
Despierto de la muerte, estar en vivo.
Haber atravesado los confines
de la nada y venir a establecerse
a esta zona clemente del espacio
donde la enfermedad se llama vida.
Ser entonces lo vivo, lo precioso,
esta palpitación inesperada,
este ardor hecho sueño, este trastorno
de placidez, un canto, una plegaria.
Un entretenimiento delicioso
del que nunca sabremos a su hora
que fue, si fue, si era, si habrá sido.

Juan Gil-Albert, “Los átomos” (Homenaje a Mme. Curie)

O tema da responsabilidade científica surge, na sequência da Segunda Guerra Mundial, a partir da problematização do risco decorrente da incerteza científica.
São momentos fundamentais da história moderna da responsabilidade científica o caso Oppenheimer, no quadro delimitado pela Segunda Guerra Mundial, a guerra fria e o projecto Manhattan, no início dos anos cinquenta, e a moratória de Paul Berg, na primeira metade da década de setenta. Estes dois casos têm um valor paradigmático, pois encontram-se já presentes neles os dados fundamentais das actuais reflexões sobre o risco e a incerteza, e a correspondente responsabilização das comunidades científicas.

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Cultura, Media e Espaço - A instalação da experiência e das artes Versão para impressão E-mail
Autor: Maria Teresa Cruz   
02-Abr-2007
Resumo

A forma como a cultura contemporânea parece privilegiar uma relação ao espaço está directamente ligada ao crescimento das mediações e, em particular, ao crescimento das tecnologias da comunicação e da informação. Da realidade física à realidade social, política e económica, à cultura e às artes, este protagonismo do espaço torna-se tanto mais interessante quanto a modernidade parece ter decorrido, por sua vez, sob o signo do tempo. A experiência moderna pensava-se fundamentalmente como um fazer da história, e também no caso da cultura e das artes, foi a temporalidade que nos legou noções tão centrais como as de «novo» e de «vanguarda». Mas a própria história da cultura humana revela hoje não ser senão um longo processo de mediatização e de espacialização da experiência, através da transformação do meio ambiente em espaço crescentemente abstracto e artificial, mas também em matriz crescentemente aberta de possibilidades. A artes contemporâneas mostram também elas, com particular nitidez, o quanto a cultura está de facto voltada para uma relação central com o espaço. A relevância crescente da arquitectura e do design, a relação intrínseca destas disciplinas com a própria construção do ciberespaço, a expansão do tectónico e da instalação, etc.. são aspectos fundamentais da relação entre cultura media e espaço que se procura aqui interpretar.

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Corpo e Novas Tecnologias na Joalharia Contemporânea Versão para impressão E-mail
Autor: José Manuel Bártolo   
01-Mar-2007
Resumo

Entre os muitos papéis que a contemporaneidade chamou o corpo a representar um dos mais decisivos, para compreensão até da própria contemporaneidade, é o de mediador entre a criação artística e a tecnologia. O desenvolvimento das tecnologias digitais e, posteriormente, das biotecnologias requisitou o corpo para novos tipos de interacções com os objectos artificiais ao ponto das fronteiras entre o biológico e tecnológico, o natural e o artificial, o humano e o maquinico se esbaterem progressivamente. O nosso artigo parte dos recentes desenvolvimentos no campo da joalharia electrónica e da biojoalharia para pensar as actuais relações entre o “sujeito” (cada vez mais um sujeito-quase-objecto) e o “objecto” (cada vez mais um objecto-quase-sujeito).

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