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Autor: Bernardo Pinto de Almeida
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03-Mar-2008 |
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Toda a pintura – e isso é a razão maior da sua permanência e da sua necessidade simbólica na esfera da cultura, apesar das sucessivas mortes que recorrentemente lhe são anunciadas – consiste numa elaboração de carácter imaginário. E, nesse sentido, apenas nos poderá interessar essa que for capaz de guardar – no seu fazer, nos seus resultados como nas suas imagens – a capacidade de nos fazer esquecer que de uma ilusão se trata, remetendo-nos, desde logo, para isso que seria da ordem de um espaço interior, ao mesmo tempo que nos revela, em segundo grau, a sua absoluta consciência de ser processo de elaboração e de produção de imaginário.
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