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Autor: Pedro Andrade
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03-Set-2007 |
1. Introdução
Esta comunicação pretende tratar, antes de mais, a questão do corpo e da escrita que sobre ele se produz, especialmente a escrita produzida por mulheres autoras. Uma tal corporeidade praticada e reflectida revela-se fundamental não apenas para a interpretação da condição do feminino, mais igualmente para a compreensão da natureza do masculino.
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Autor: Margarida Medeiros
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02-Jul-2007 |
The History of Photography has been selecting photographs that in some way fit within western erudite cultural tradition. They correspond to patrons of reception, organization and cataloguing, which depend upon that tradition. This patrons tend to underline representational tradition centered in renaissance perspective, and are supported by a rationalist discourse that also selects rational discourses about photography, locating this last one in a sort of continuum within the history of "art".
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Autor: Jorge Martins Rosa
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04-Jun-2007 |
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Texto realizado no âmbito do Projecto «Tendências da Cultura das Redes em Portugal» (POCTI/COM/34436/99).
Introdução: Para uma Genealogia da Cibercultura
Ao averiguar sobre as origens da cibercultura – ou, para ser mais concreto, de todo o conjunto de práticas que se convencionou associar a esse termo –, é tão necessário retraçar a ligação ao aglomerado de ciências e engenharias que permitiram criar infra-estruturas como a Internet (os computadores, a possibilidade de ligá-los em rede, as interfaces gráficas, etc.) quanto a todo um imaginário que, extrapolando se não mesmo especulando[1] a partir do pouco que havia sido concretizado na viragem para a segunda metade do século XX, criou toda uma apetência para adoptar (e talvez influenciar) as inovações que entretanto se foram sucedendo. É certo que muitas dessas inovações ultrapassaram ou se desviaram das previsões mais eufóricas – por exemplo, dificilmente se imaginaria, quando foram criadas as primeiras aplicações de correio electrónico, que não só o seu uso seria tão universal como também que serviria para enviar os mais diversos tipos de documentos. É certo também que outras aspirações ficaram – até ver – aquém de expectativas então consideradas modestas: a ilustração talvez mais flagrante é o facto de terem passado mais de cinquenta anos sobre as primeiras promessas de inteligência artificial e elas continuarem por cumprir apesar do brutal aumento nas capacidades de computação. Um outro é o do aproveitamento comercial (e consequente «democratização») da exploração espacial, como no sonho por vezes referido da criação de hotéis em estações espaciais. Mas em todo o caso, não pode ser ignorada a importância desse universo, paralelo ao da realidade concreta mas aparentado das reflexões ensaísticas de autores-cientistas como Alan Turing, Norbert Wiener, Wernher von Braun ou Arthur C. Clarke[2], que é o da ficção.
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[1] A oposição entre extrapolação e especulação é uma das mais incontornáveis no universo dos estudos sobre a ficção científica. No presente contexto, bastará referir que a ficção extrapolativa procura, com o rigor possível, imaginar como será um futuro próximo se se seguirem as tendências no estado presente da tecnologia, enquanto a ficção especulativa é muito mais livre e menos rigorosa, retratando por isso, regra geral, sociedades dum futuro longínquo. Em coerência com esta primeira distinção, a extrapolação tende também a ocorrer muito mais nas obras de hard sf (isto é, o subgénero que se reclama de maior rigor relativamente ao estado do conhecimento nas chamadas «ciências duras») ao mesmo tempo que a especulação se aproxima da soft sf (mais próxima das ciências humanas) ou mesmo da fantasy.
[2] Arthur C. Clarke, para além de ser um dos autores mais relevantes de ficção científica – principalmente depois de se tornar mais conhecido do grande público através do filme 2001, adaptado do conto «The Sentinel» e depois «novelizado» –, foi, tanto ou mais do que os outros nomes referidos, um divulgador (e futurólogo) da ciência e da tecnologia. Refiram-se duas das colectâneas que reúnem os seus ensaios, quase sempre escritos para revistas ou jornais destinadas ao público geral: Report on Planet Three and Other Speculations (onde surge a ideia, acima referida, de hotéis no espaço) e Profiles of the Future, este último tendo merecido o direito a uma «Millenium Edition» quase quarenta anos depois da edição original.
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