![]() |
||
apresentação
Pela sua influência crescente sobre a experiência contemporânea, a convergência acelerada das tecnociências transforma em profundidade a nossa relação com o mundo. Os progressos em áreas como as biotecnologias, as neurociências, o numérico, as nanotecnologias ou a robótica, confortam a humanidade no seu domínio da matéria mas inscrevem-na ao mesmo tempo num horizonte de possibilidades que não exclui a sua transformação enquanto espécie.
Ao assumir uma capacidade criativa de intervenção operacional sobre a vida até tornar-se ele próprio 'objecto plástico' das manipulações da sua concepção e procriação, o homem participa activamente, na perspectiva da evolução, num processo susceptível de modificar a sua natureza. O que significa, neste contexto, aceitar que essa natureza não tem por definição uma essência imutável mas que ela reflecte a interdependência entre antropogénese e tecnogénese?
Para certos autores o 'pós-humano' representa, no âmago da articulação entre evolução biológica e evolução técnica, a tendência onde a actividade levada a cabo pelo homem deixa antever não apenas uma transmutação ontológica da sua condição, mas também o desenvolvimento de novas formas de vida para além das fronteiras tradicionais entre o natural e o artificial.
«A Condição Pós-humana» visa debater transdisciplinariamente as múltiplas implicações (sociais, económicas, políticas, culturais, éticas) inerentes à extensão da dinâmica tecnocíentífica em curso. Trata-se em particular, quando se vislumbra uma mudança radical de época, de abordar o problema do seu (des)ajustamento à situação actual da cultura.
|
||
Organização:
![]() [topo]
|
||