FIGUR@ÇÕES MAQUÍNICAS DA ESCRITA 2.0 Alfabetos, ars combinatoria e hipertexto
Luís Filipe Teixeira
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Inglês
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A criação labiríntica da rede dos alfabetos constituiu, sem qualquer dúvida, um dos momentos essenciais do desenvolvimento do processo comunicacional e cultural. A reflexão em seu redor e, em especial, sobre a relação entre a Escrita e a(s) tecnologia(s) remonta, pelo menos, à Antiguidade Clássica, por exemplo, ao Platão do Crátilo e do Fedro (será a escrita uma fixação da Memória ou um descuido do seu exercício?).
Para além de representar uma matriz simbólica, cada um dos alfabetos também é o produto de uma ars combinatoria, fundamento gráfico e conceptual de uma verdade cognitiva e cosmológica, bem longe de uma mera fixação (fonética e sígnica) de uma determinada linguagem falada através de uma qualquer letra. Tal tradição perde-se no tempo, de Oriente a Ocidente, sendo os sistemas dos hexagramas do I Ching ou da Ars magna de Raimundo Lúlio, Giordano Bruno e de Leibniz alguns exemplos entre outros. Numa outra vertente, é sabido que o hipertexto também se baseia nessa componente relacional (conectiva) e rede combinatória. Esta comunicação perspectivar-se-á fazendo a ponte reflexiva entre estes três registos «técnicos»: alfabetos, ars combinatoria e hipertexto. |