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THE B-SIDES
Combinações algorítmicas e unicidade formal: a apologia da dissensão
Fernando José Pereira
Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto
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Tal como na época analógica do vinil existiam os
lados B para possibilitar a experimentação mais arriscada, também nas artes
digitais, hoje, parece ser necessária a aproximação a esta noção para potenciar
a descoberta de uma «outra» forma de intervir. Aquela que necessita estar longe
da intensidade luminosa dos spotlights para, acima de tudo, poder continuar a
existir.
Existem outra formas de olhar para o digital não integradas no âmbito da
comunicação. Existem outras realidades que recusam a cesura pretensamente
existente entre as práticas da arte contemporânea e as experimentações digitais.
Essas, encontram o seu lugar numa localização transfronteiriça, carregada de
impurezas, que lhes dão a possibilidade de sobrevivência, para lá, do mainstream
deslumbrado da tecnologia. É desses exemplos que queremos falar, sem moralismos,
apenas como obras que, ao integrarem a experimentação no seu âmago, por vezes
são levadas a territórios aparentemente estranhos. Como no caso do digital.
Tal postura só poderia, como é evidente, encontrar-se no lado B do vinil.
Por opção.
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