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A OBRA DE ARTE E O FIM DA ERA DO SINGULAR José Luis Brea: A obra de arte e o fim da era do singular |
Em plena era da reprodutibilidade técnica, torna-se necessário afirmar com a maior das contundências o fim da obra como singularidade e daí extrair todas as consequências deste facto. É a isso que se propõe este artigo, onde são enumeradas as mais relevantes alterações para a própria concepção de obra de arte (o fim da arte como bem de mercado, o fim do «receptor» como sujeito individual, o fim do predomínio duma arte estática do espaço sobre uma arte contínua do tempo, o fim da estética como esfera separada do mundo da vida), bem como as resistências que fazem tardar a essa revolução estética em curso. |