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FERNANDO PESSOA/THOMAS MANN: ANTÓNIO MORA-FERNANDO
PESSOA Luis Filipe B. Teixeira |
A investigação feita no espólio de Fernando Pessoa que resultou, entre outras publicações, na posterior edição crítica das «Obras de António Mora», recentemente editadas por nós (Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002), demonstrou que a teia intersticial da ficção heteronímica pessoana ainda possui algumas vertentes essenciais, desconhecidas do grande público. Com este artigo pretende-se, em traços largos, não só chamar a atenção para essa figura fundamental do neopaganismo pessoano como, simultaneamente, partindo da génese sanatorial do seu retrato de «médico da cultura» (o Dr. António Mora tem a sua epifania figurativa no conto «A Casa de Saude de Cascaes»), estabelecer as relações ficcionais existentes com um autor e texto, igualmente sanatorial, seu contemporâneo: respectivamente, Thomas Mann e A Montanha Mágica. Com este artigo abre-se o leque do tema da ficção, central a este número da RCL. |