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CRÍTICA DE UMA CERTA FICCIONALIZAÇÃO DO CONTROLO José Bragança de Miranda |
Periodicamente, a vigilância emerge com uma intensidade dramática enquanto categoria da cultura contemporânea. Os diagnósticos já canónicos de Foucault e Deleuze, segundo os quais teríamos passado da «soberania ao «panóptico», e daí para o «controlo», pressupõem um certo evolucionismo, com dispositivos cada vez mais generalizados e disseminados de dominação. A ficção, em particular o cinema, não é alheia nem a esta tendência nem ao respectivo diagnóstico: mostrando repetidamente cenários de uma conexão técnica total, permite-nos contudo perceber, apesar desse evolucionismo latente, a importância da categoria da «biopolítica» na compreensão e crítica da técnica contemporânea. |