Indisciplinar a Teoria: Estudos Gays, Lésbicos e Queer

indisciplinar a teoriaIndisciplinar a Teoria: Estudos Gays, Lésbicos e Queer, Lisboa: Fenda, 2004, ISBN 978-989-603-001-8

Área em grande expansão nas universidades europeias e americanas, e uma das mais inovadoras e estimulantes, os estudos gays, lésbicos e queer são praticamente inexistentes no nosso país. E, sobretudo, mal compreendidos. Iniciativa pioneira, o presente volume reúne textos de reconhecidos especialistas nas suas áreas de investigação, mas que, através do seu contributo, visam o reconhecimento do carácter autónomo e específico deste campo. Além de divulgar o estado da arte entre a comunidade científica e o público português e de promover o conhecimento e o debate das questões levantadas pela reflexão queer mais recente, este livro pretende igualmente inspirar a pesquisa, presente e futura, das realidades da história, da cultura e da identidade gay e lésbica portuguesas, ainda largamente desconhecidas. Eis porque Indisciplinar a Teoria constitui antes de mais uma afirmação: que se impõe dar conta de realidades para que a actual compartimentação disciplinar não se encontra preparada. Tanto bastaria para o tornar num acontecimento no nosso panorama editorial e, doravante, numa referência impossível de ignorar.

Internet: Uma história

machuco internet

Internet: Uma história, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas, 1998.

As Origens da Reportagem: Imprensa

origens reportagem imprensaAs Origens da Reportagem: Imprensa, Lisboa: Livros Horizonte, 2009, ISBN: 978-972-241-638-2

O que explica que, após décadas de exercício da profissão, um repórter se debruce sobre a reportagem? Sobretudo o seu espanto perante o facto de se produzirem reportagens em catadupa, sem que nenhum manual ou livro de estilo elucide claramente o que tem de específico a reportagem para oferecer em relação a outros géneros jornalísticos. Uma reportagem tanto pode ser um "catálogo de casos" que demonstre pela sua abundância a gravidade de um problema, como uma versão em miniatura de uma tese académica. Foi portanto com esta inquietação que o Autor percorreu o caminho da investigação académica procurando responder à questão: o que é a reportagem? A resposta procurou-se no jornalismo, mas também na etimologia, na filosofia, na história e na literatura.

Jacinto Godinho é há mais de duas décadas Grande Repórter da RTP, actividade que lhe mereceu vários prémios de jornalismo (Clube de Jornalistas, do Clube de Imprensa e da Fundação Adelphi da Comissão Europeia). Doutorou-se em 2005 com a tese "Genealogias da Reportagem". Investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL), conjuga o trabalho de campo com a investigação académica e a docência (FCSH-UNL).

As Origens da Reportagem: Televisão

origens reportagem televisaoAs Origens da Reportagem: Televisão, Lisboa: Livros Horizonte, 2011, ISBN: 978-972-24-1703

Continuando o percurso iniciado em As Origens da Reportagem – Imprensa, este volume aprofunda a vertente televisiva da reportagem, feita a partir de sons e imagens de acontecimentos reais: a reportagem como obra que parte de um acontecimento para construir uma experiência própria, um "fantasma" que, como afirma Anders, tem autonomia, validade e regras próprias.

Apresentando a história da própria televisão e entrecruzando-a com a da reportagem, o autor traça o percurso internacional do crescimento, desenvolvimento, definição e instrumentalização do género, quando apropriado por este meio de comunicação e potenciado pela tecnologia.

O segundo volume de "Origens da Reportagem" investiga as géneses do acto de reportar na história do jornalismo, na literatura, na etimologia, em etapas e em textos importantes do pensamento filosófico ocidental.

Jacinto Godinho é há mais de duas décadas Grande Repórter da RTP, actividade que lhe mereceu vários prémios de jornalismo (Clube de Jornalistas, do Clube de Imprensa e da Fundação Adelphi da Comissão Europeia). Doutorou-se em 2005 com a tese "Genealogias da Reportagem".
Investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL), conjuga o trabalho de campo com a investigação académica e a docência (FCSH-UNL).

O fulgor é móvel: Em torno da obra de Maria Gabriela Llansol

mourao fulgorO fulgor é móvel: Em torno da obra de Maria Gabriela Llansol, Lisboa, Roma Editora, 2003

Publicação apoiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Instituto Camões, Centro de Estudos de Culturas Lusófonas e ACITEL

Para uma poética do hipertexto

mourao hiperPara uma poética do hipertexto, Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas, 2001

Publicação apoiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Regresso ou metamorfoses do sagrado

nobookRegresso ou metamorfoses do sagrado, em col. com Ana Luísa Janeira, Carlos João Correia e António Carlos Carvalho, Lisboa, Difusão Cultural, 1998

Analítica da actualidade

analitica actualidadeAnalítica da actualidade, Lisboa, Vega, 1994

Publicação apoiada pelo Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro

Corpo e Imagem

corpo e imagemCorpo e Imagem, Lisboa: Nova Vega, 2012, ISBN 978-972-699-895-2

Este livro articula-se em torno das relações entre a imagem e o corpo. Partindo da ideia de que a imagem, num sentido lato, constituiu historicamente uma forma de protecção do corpo, analisam-se os modos como as tecnologias, primeiramente a fotografia e o cinema e depois as digitais, vieram perturbar essa relação, originando um duplo fenómeno: o descolamento das imagens que passam a circular livre e desencontradamente, e a sua hibridação com o imaginário teológico, estético e técnico. Surge assim uma nova plasticidade que está a pôr em crise a noção clássica de corpo, política e juridicamente decisiva. A segunda parte é dedicada ao diagnóstico desta crise, de cuja apreensão depende a possibilidade de uma resposta minimamente digna e humana.

Política e modernidade: Linguagem e violência na cultura contemporânea

politica e modernidadePolítica e modernidade: Linguagem e violência na cultura contemporânea, Lisboa: Colibri, 1996

O critério que organiza esta selecção de ensaios parte da questionação da política, tendo como pano de fundo a sua inscrição na cultura moderna. O que talvez não constitua suficiente condição de unidade para permitir coligi­los debaixo do mesmo título. Penso, porém, sem ter de contar em demasia com a benevolência do leitor, que essa unidade saltará à vista. Não tanto porque foram escritos pela mesma pessoa, mas acima de tudo porque são o precipitado inevitável da entrega do autor a uma única e mesma ideia. Toda a escrita, todo o dito, são traços de uma ideia, da sua força de atracção que tudo orienta. Isso não deve surpreender. Como disse algures Thomas Bernhard: «Um trabalho dá sempre origem a cem vezes, mil vezes mais trabalho: e este trabalho gigantesco não está evidentemente em proporção com a ideia inicial». Abandonar essa «ideia» é trair­se. Ora, a ideia que me orienta desde que me conheço é a da liberdade. Não é casual então que este livro seja dedicado à política. Entendenda­-se o que se entender por «política», ela é o problema principal para quem espera a justiça como efeito de liberdade, e não como milagre do gregarismo; para quem abomina a violência mesmo que disfarçada de «consenso» ou «diálogo»; para quem considera que o nó górdio do presente só pode ser desatado pela política, e não pela ética ou pela estética. Essa era uma promessa que iluminou a época do humano que se costuma denominar por «modernidade». Essa promessa, que a história escreveu e arquivou, tem vindo a ser adiada e mesmo obstruída. Boa parte destes ensaios dão conta das perplexidades que tal situação não pode deixar de criar.

José Bragança de Miranda, Lisboa, Janeiro de 1997

Queda sem Fim, seguido da Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe

queda sem fimQueda sem Fim, seguido da Descida ao Maelstrom de Edgar Allan Poe, Lisboa: Vega, 2006, ISBN 978-972-699-856-3

A imagem da queda é das mais profundamente incrustadas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a Terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Põe, Uma descida ao Maelstrom, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal".

Teoria da cultura

teoria da culturaTeoria da cultura, Lisboa: Século XXI, 2002, ISBN 978-972-829-345-1

Diagnóstico sistémico da sociedade pós-industrial

lopes dignostico sistemico

Diagnóstico sistémico da sociedade pós-industrial (última lição) seguido de Do «mind-body problem» à realidade virtual (Cadernos de Comunicação e Linguagens, 2ª série, n.º 1), CECL, 1998

Quatro Cosmovisões

lopes cosmovisoes

Quatro Cosmovisões, Matosinhos, Quidnovi, 2004

A Última Imagem, Fotografia de Uma Ficção

a ultima imagemA Última Imagem, Fotografia de Uma Ficção, Lisboa: Documenta, 2012, ISBN: 978-989-8618-10-8

"A Última Imagem – Fotografia de uma Ficção" conta a história de uma ficção "científica" e popular em torno das possibilidades de o olho humano se transformar numa verdadeira máquina fotográfica, registando a última imagem vislumbrada antes da sua morte. Uma história através da qual se podem observar os laços e entrelaços que ligam as fantasias sobre automatismos corporais com o desenvolvimento das ciências da visão no século XIX. Percorrendo fontes da época, entre as quais a literatura, o livro segue os diferentes caminhos onde chegam semelhantes fantasias despoletadas pela recente invenção da fotografia. Margarida Medeiros é licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras de Coimbra e Doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Desde 1990 que publica em jornais, revistas e catálogos na área da história e da crítica de fotografia; entre os publicados contam-se "Fotografia e Narcisismo – O Auto-Retrato Contemporâneo" (Lisboa, Assírio & Alvim, 2000) e em 2010 "Fotografia e Verdade – Uma História de Fantasmas", pela mesma editora. Em 2008 editou o n.º 39 da Revista de Comunicação e Linguagens sob o tema "Fotografia(s)". Actualmente lecciona no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa na área de Cultura Visual e Fotografia.

Augusto Bobone, Fotoradiografias, 1896

fotoradiografiasAugusto Bobone, Fotoradiografias, 1896, Lisboa: Documenta, 2014, ISBN: 978-989-8566-58-4.

Em 1895, Wilhelm Conrad Röntgen, físico alemão, descobriu por acaso os Raios X, enquanto fazia experiências sobre radiações causadas pela passagem de uma corrente eléctrica num tubo de vidro no vazio, utilizando o chamado tubo de Crookes. Anunciada oficialmente em Janeiro de 1986, a sua recepção em Portugal foi precoce e as primeiras experiências foram realizadas na Universidade de Coimbra, a 3 de Fevereiro de 1896, pelo Prof. Teixeira Bastos, com a ajuda do fotógrafo profissional Adriano Sousa e Silva. Em Lisboa seria Augusto Bobone, fotógrafo reputado da Casa Real, com atelier na Rua Serpa Pinto, a colaborar, cerca de um mês e meio depois, com o professor de física Virgílio Machado. A caixa de Raios X, apresentada à Real Academia das Ciências de Lisboa em 1897, fruto de múltiplas experiências levadas a cabo pelo fotógrafo, é um ex-líbris de importância mundial, não apenas pela qualidade e diversidade das suas imagens, como pela quantidade de amostras apresentadas.

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Fotografia e Narcisismo - O Auto-retrato Contemporâneo

fotografia e narcisimoFotografia e Narcisismo - O Auto-retrato Contemporâneo, Lisboa: Assírio & Alvim, 2000, ISBN 978-972-370-606-2

Paralelamente à edição de livros de fotografia, a Assírio & Alvim interessa-se por uma abordagem teórica, ou melhor, pela reflexão sobre os modos de ver. Depois do sucesso do livro de Bernardo Pinto de Almeida, Imagem da Fotografia, editámos este livro muito diferente e algo "arriscado" de Margarida Medeiros, que regularmente vem escrevendo na imprensa sobre fotografia. Para abreviar, é uma espécie de incursão na nossa própria identidade com as complementares "paisagens mais subterrâneas do ser humano", diz a autora.

Fotografia e Verdade. Uma História de Fantasmas

fotografia e verdadeFotografia e Verdade. Uma História de Fantasmas, Lisboa: Assírio & Alvim Editores, 2010, ISBN: 978-972-37-1561-3.

Desde o segundo quartel do século dezanove que a ideia de fixar o percebido numa imagem, e com essa fixação poder destacar elementos do observado, de outro modo insignificantes ou impossíveis de observar, condicionou toda a experiência humana. A partir daí, a realidade objectiva proporcionada pelo automatismo fotográfico estabeleceu-se como condição de sustentação de qualquer acto comunicacional, tendo o dispositivo fotográfico crescido na dimensão dos seus programas como um polvo com múltiplos tentáculos.

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A Tele-Realidade – o princípio de publicidade mediatizado

tele-realidadeA Tele-Realidade – o princípio de publicidade mediatizado, ISBN: 978-989-654-112-5

Por tele-realidade entendemos a função publicitária que a televisão desempenha através da construção televisiva, semiótica e narrativa da sua grelha programática. Ela baseia-se numa função social fática operada pela reprodução simbólica da sociabilidade. O que está em causa, no fundo, é a mediatização televisiva da publicidade (entendida como qualidade pública) e o modo como a televisão contribui para dinamizar os processos simbólicos que perpassam nas nossas sociedades.

Cada capítulo, à sua maneira, caracteriza as diferentes facetas da tele-realidade desde o problema da sua ficcionalização, passando pela sua feição proto-política, até à questão da integração social e da individualização.

O livro poderá interessar não apenas àqueles que se dedicam aos Estudos Televisivos mas também à Teoria da Comunicação, Sociologia da Comunicação, Comunicação Política, Cultura Visual e Individualismo.

Disponível para download gratuito em http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/103.