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Actividades realizadas

Conversa Aberta com Alastair Fuad-Luke (Professor na Aalto University, Finlândia)

28 de Fevereiro |  14H30 |  Edifício I&D da FCSH, sala 006

conversa aberta alastair fuad-luke

CONFERÊNCIA | Neutralização do Estranhamento na Atual Cultura Somática: Bartleby Revisitado

Auditório 3 da FCSH | 27 de Fevereiro | 16h00

conferencia neutralizacao estranhamento thumbclique na imagem para ampliarA partir da disseminação cultural e midiática de saberes e práticas neurocientíficas, aquilo que somos passa a ser diretamente remetido (e reduzido) ao plano molecular do corpo (genes) e à bioquímica corporal (especialmente hormônios e redes neuronais). O estranho passa a ser remetido, de modo simplificado, a categorias diagnósticas, sob a rubrica de novas e proliferantes síndromes nomeadas e descritas nos sucessivos DSM's (sigla referida ao Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, periodicamente revisto). Essa moldura cultural somatizante pode ser contraposta ao endereçamento da arte moderna, que reivindicara para si o papel de produzir choque e estranhamento, pelo menos desde 1917, com o artigo seminal "A arte como procedimento", do formalista russo Victor Chklovski. Visando ao dimensinamento dessa mudança em curso, privilegiaremos o Bartleby, de Herman Melville, e uma ficção recente de Rivka Galchen (Atmospheric disturbances) em que a moldura somática orienta a produção e a recepção do texto. Tal contraponto nos permitirá avaliar de que modo certa domesticação do estranhamento inflete atualmente o horizonte do dizível e do experianciável, correspondendo a certo empobrecimento ontológico.

Maria Cristina Franco Ferraz é Professora Titular de Teoria da Comunicação da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisadora do CNPq, doutora em Filosofia pela Universidade de Paris I - Sorbonne (1992), com tres estágios de pós-doutoramento em Berlim (Instituto Max Planck de História da Ciência, em 2004, e Centro de Pesquisa em Literatura e Cultura, em 2007 e 2010). É autora dos seguintes livros: Nietzsche, o bufão dos deuses (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994/Ediouro: 2009 e Paris: Harmattan, 1998), Platão: as artimanhas do fingimento (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999/Ediouro: 2009 e Lisboa: Nova Vega, 2010), Nove variações sobre temas nietzschianos (Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002) e Homo deletabilis: corpo, percepção, esquecimento: do século XIX ao XXI (Rio de Janeiro: Garamond/FAPERJ, 2010). Em 2012, organizou e editou, com Lia Baron, o livro Potências e práticas do acaso: o acaso na filosofia, na cultura e nas artes ocidentais (Rio de Janeiro: Garamond/FAPERJ, 2012).

De Vico a Big Data

vico big data

Colóquio "Movimento e Mobilização Técnica"

Institut Français du Portugal | 9, 11 e 12 de Março

O movimento constitui um problema crucial na contemporaneidade, marcada pela crescente aceleração induzida pela técnica, mas também pelas tendências do capitalismo na sua fase especulativa, que parece considerar tudo o que subsiste como um obstáculo à realização do valor. Para além de umas vagas defesas do nomadismo, constata-se a dificuldade de se relacionar com ele. De facto o movimento foi sempre menorizado e desvalorizado, quer pela metafísica quer pela teologia, o que significa que se tentou sempre controlá-lo e absorvê-lo simbolicamente. A sua emergência na modernidade - dos transportes ao cinema, da mobilização geral da vida às teletecnologias - representa uma cesura na história. Trata-se de interrogar a sua omnipresença e as formas como determina os quadros em que o agir humano se perfila e destina.

Destacamos ainda a projecção pela primeira vez em Portugal, no próximo sábado dia 9 de Março, às 18 horas, do recém estreado filme: "Simondon du Désert" de Pascal Chabot e realizado por François Lagarde. Gilbert Simondon é um dos maiores pensadores franceses, tendo influenciado grandemente a obra de Gilles Deleuze, Bernard Stiegler, Brian Massumi, Alberto Toscano e Pascal Chabot. O filósofo Pascal Chabot estará disponível para conversar com o público depois da projecção do filme, legendado em inglês. Tanto o colóquio como a exibição do filme decorrem no Auditório do Instituto Francês de Portugal, na Av. Luis Bívar em Lisboa.

coloquio movimento mobilizacao tecnica

pdfConsulte os títulos e os resumos das comunicações aqui

Conferência: "Arte. Política. Economia"

art politics economy

Coordenação cientifica: José A. Bragança de Miranda (FCSH/CECL)

29-30/11/2012 | 10:00 > 18:00
INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL

Colóquio Internacional

Grande parte do nosso "encontro" com a arte revela-se, em termos de acesso, na projecção desta através dos media. A arte tornou-se um "ruído" consumido de forma compulsiva na busca da próxima novidade. A arte assume, hoje, uma democratização radical em que só existe opinião e cacofonia - naquilo que poderemos considerar como uma certa crise da cultura democratizada.

Na vida contemporânea multitask a arte surge, muitas vezes, não como centro mas como pano de fundo, revelando o fim decorativo enunciado por Hegel. Na cultura mainstream a arte aparece-nos como redundante, disseminada em múltiplas formas: no entanto, todas elas configuradas por sistemas que a dominam e instrumentalizam com o irónico objectivo de nos fazer acreditar na subjectivação.

Ainda teremos necessidade de reconhecer uma autonomia essencial da arte? Será ainda a arte determinante na criação do "aspecto" do mundo?

Se o artista é um "profissional do aspecto" é-lhe possível configurar o mundo: ou, pelo menos, propor para ele uma nova figuração. Neste contexto, o artista surge dotado de uma intenção colocando-se, também, em tensão entre real e ficção, entre politica e arte.

Assistimos a uma mudança das condições de produção e distribuição que modificam não só o trabalho artístico mas, também, as características dos receptores das obras, induzindo novas linhas de pensamento e percepção do mundo. Neste colóquio, procura-se equacionar, mais em detalhe, as conjunturas de natureza artística, politica e económica que determinam os actuais contextos.

Para mais informações, clique aqui.

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