Resumos

A Estratégia como Ética do Conflito mediante a Contrastaria Levinisiana

Por: António Horta Fernandes

Procuramos no presente artigo indagar muito brevemente, na verdade um mero escopo do que é uma investigação mais vasta, de como a estratégia, tradicionalmente ciência e arte da gestão da violência entre entidades políticas é muito mais do que isso, configurando antes uma ética do conflito, uma arte da prudência para além de toda a prudência, quando já não é possível mais nada, quando a sem-razão já se instalou por inteiro.

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Accueil de l'Autre et violence

Por David Brezis

Dans son livre Adieu à Emmanuel Levinas, J. Derrida fait l'hypothèse d'un développement continu de la pensée levinassienne de Totalité et Infini à Autrement qu'être. Au rebours de cette grille de lecture, je voudrais tenter un repérage des ruptures, déplacements, renversements qu'entraîne, notamment par rapport à la question de la violence sous-jacente à l'accueil de l'Autre, le tournant crucial d'Autrement qu'être.

 

Bio-Escrita: a alteridade nos limites da transindividuação

Por Luis Lima

O tempo e o Outro é a obra de Emmanuel Lévinas que está em jogo para a defesa de uma tese onde o conceito de «hipóstase» formulado pelo autor pode ser resgatado à luz de uma bio-escrita. É na busca de um tempo de certo modo perdido e posteriormente reencontrado por um outro, por um ser liberto, na alteridade, das amarras da identidade e dos seus ditames ancorados na permanência do mesmo, que surge esta bio-escrita contra uma assinatura imutável de uma vida condenada à libertação no infinito, na morte.

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D'une constellation. Levinas, Derrida et Blanchot, lecteurs de Celan

Por Marc Crépon

Dans cette conférence, on s'attachera à mettre en évidence la façon dont se sont croisées et répondues les textes que Blanchot, Derrida et surtout Levinas ont consacrées au poète Paul Celan. On prendra pour fil conductur l'étude suivie d'un court texte de Levinas : Paul Celan, de l'être à l'autre.

 

Del Ser al Otro, y vuelta: Heidegger, Lévinas, Celan

Por Félix Duque

En la expresión “vuelta” no late el deseo de retornar al pensamiento heideggeriano, como si la experiencia de la alteridad vivida o más bien sufrida hasta el fondo por Levinas y Celan hubiera sido una mera aportación, un modo de “emplear bien” la herencia de Heidegger, tras la cual pudiéramos retornar al Ser, una vez enriquecidos por el viaje hacia el/ella/lo Otro. Y no puede serlo porque los tres pensadores aquí hermanados y a la vez encausados se mueven paradójicamente en torno, no de un eje, sino de algo así como un desquiciamiento.

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Escatologia na obra de Levinas

Por Maria João Cantinho

Um dos aspectos fundamentais do pensamento de Levinas é a questão do tempo messiânico. Como Rosenzweig, Benjamin, Ernst Bloch e outros pensadores nucleares da filosofia judaica, Levinas procurou abordar a história e a temporalidade de um ponto de vista outro que a visão positivista da história. É precisamente o tema da historicidade e da visão escatológica do pensamento levinasiano que se encontra aqui como a questão central, a da desformalização do tempo e da abertura à transcendência. A escatologia ou o profetismo, em Levinas, implicam uma espera messiânica, que só pode gerar-se da representação do tempo entendido na sua dimensão descontínua, isto é, desformalizado. Só através da fissura do instante messiânico é possível a constituição da abertura ao outro e do pensamento da transcendência.

 

Ethical subjectivity, hospitality and the recognition of "the other in me"

Por Dave Boothroyd

Recent Levinas scholarship has focussed in the issues posed by Levinas’ account of the relationship between ethics and politics. In contradistinction to what Simon Critchley has characterised a tradition of ‘angelic’ readings of Levinas’ ethical philosophy, recent significant critical engagements (for example, Howard Caygill’s Levinas and the Political) have often drawn attention to difficulties that arise with any attempt to deduce real-world political perspectives from it, or, indeed, any politics which would claim to be informed by it. Jacques Derrida, for instance, suggests, on the one hand, Levinas’ philosophy can be read as an ‘immense treatise on hospitality’ (Adieu), and, on the other, that the ‘unconditional hospitality’ expressed by Levinas’ notion of ethics is an impossibility in terms of politics.

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Femininidade e Hospitalidade – a difícil incondição do “humano” e da “comunicação” segundo Emmanuel Lévinas

Por Fernanda Bernardo

Repensada por relação com as éticas filosóficas, onde tradicionalmente é tida por um registo do corpus filosófico, a “ética” levinasiana é uma bem singular “ética” da hospitalidade – como hospitalidade. Uma “ética” apostada em pensar a difícil incondição do “sujeito humano” des-inter-essado, arqui-originariamente tido como hóspede (“hôte”, cf. Totalité et Infini, 1961) ou refém (“otage”, cf. Autrement qu’être ou au-delà de l’essence, 1974) do “outro homem”, considerado “o primeiro vindo”.

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Le jeu de l’amour et de l’éthique

Por Gérard Bensussan

Cette communication s’interrogera sur la méditation lévinassienne de l’amour, comme "évasion" et comme "autrement qu’être", longtemps discrète et retenue mais qui culmine dans ce propos de 1985, lâché comme une vérité : "Ce qui est vraiment humain, c’est-ne vous effrayez pas de ce mot– l’amour…".

O excesso oferecido ao mundo: a desmitologização do estético em Lévinas

Por: Jorge Leandro Rosa

Quer na sua obra filosófica, quer como «leitor» do judaísmo no mundo moderno, Emmanuel Lévinas é um pensador que incessantemente aponta a permeabilidade da ontologia à «secularização da idolatria». Para compreender esta vertente do seu pensamento, será necessário reconstituir aquilo que, quando caracteriza o Ocidente, Lévinas descreve como a submissão característica do sujeito de representação à oikonomia do mundo, ou seja, a uma ordenação do cuidado «doméstico» que se diferencia da tensão própria ao desejo. Claramente, as artes aparecem como operações singularmente des-locadas nessa economia.

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Para uma extensão global do princípio do reconhecimento

Por Paulo Barcelos

Partir-se-á da proposição de Levinas segundo a qual os Direitos do Homem se exprimem como "direitos do outro homem", e da sua compreensão da alteridade como categoria que designa não simplesmente o outro que está presencialmente diante do sujeito, mas que opera uma abertura face ao terceiro, face a todos os outros para os quais cada Homem remete. A injunção de responsabilidade radical à qual o sujeito se submete convoca, deste modo, a questão da justiça perante a humanidade.

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Reconhecimento assimétrico do outro ao terceiro

Por Cristina Beckert

Pretendemos, com esta comunicação, mostrar como Lévinas encara o tema do reconhecimento, quer na tradição filosófica ocidental quer na sua própria filosofia, ao introduzir um elemento assimétrico no seio da simetria exigida pelos pressupostos ontológicos do reconhecimento enquanto categoria filosófica. Assim, num primeiro momento elegemos a metáfora do “périplo de Ulisses” para retratar uma subjectividade que apenas considera o outro um meio no processo que conduz ao seu próprio auto‑reconhecimento, para, de seguida, introduzir o tema do rosto, irreconhecível, porque inassimilável, mas gerador da assimetria fundante da relação ético-metafísica.

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Reconhecimento e alteridade

Por Maria Lucília Marcos

O princípio da relação, sendo instituinte da subjectividade, da autonomia e da identidade e sendo ainda condição de possibilidade da comunicação, alimenta-se tensionalmente de termos que se mantêm exteriores um ao outro, apesar de intrinsecamente relacionados. Deste modo, a ideia de “comunidade” deve ser pensada a partir deste pressuposto, de modo a não ser entendida como um a priori, ou seja, como algo dado e previamente garantido. Convém não absolutizar a autonomia do sujeito nem absolutizar a pre-potência de uma comunidade gerada “clandestinamente”, convertida em “petição de princípio”.

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