Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Centro de Filosofia, Anfiteatro IV
03 e 04 de Maio 2010
A filosofia de Vilém Flusser (1920 – 1991), principalmente conhecida como uma filosofia dos media e da era das imagens técnicas, nasce sobretudo de um estudo profundo da filosofia da linguagem de Wittgenstein e Heidegger, e também de um estranhamento existencial marcado pela fuga de Flusser do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial e pelo seu exílio no Brasil durante quase trinta anos. Em contacto com os representantes da «Escola de São Paulo» e seus precursores, Vicente Ferreira da Silva, Milton Vargas e Miguel Reale entre outros, como também em diálogo com a obra de João Guimarães Rosa, surgem os seus primeiros livros Linguagem e Realidade (1963), A história do Diabo (1965), Da Dúvida (1965) e Da Religiosidade (1967),nos quais Flusser se ocupa com a fenomenologia, a filosofia existencial e o sentido dia-bólico do existir.
Só depois de ser convidado a dar aulas de "Teoria de Comunicação" e "História das Ciências" no Politécnico da Universidade de São Paulo, Flusser começa a procurar integrar as novas tecnologias e as imagens técnicas na sua filosofia da linguagem e do dia-bólico, que vai ser afinal o fundamento para as suas últimas obras, como por exemplo Para uma filosofia da Fotografia (publicado em Portugal) e O Universo das Imagens Técnicas, ambas escritas na Europa, para onde Flusser emigrou/voltou nos anos 70 devido à ditadura militar no Brasil.
Com o título do Colóquio "Do Diabólico ao Simbólico: A filosofia de Vilém Flusser", pretende-se abranger, por um lado, o movimento existencial do diabólico para o simbólico no pensamento de Vilém Flusser, como também, por outro, a relação contínua entre o diabólico e o simbólico na sua própria filosofia da linguagem e das imagens técnicas.
Mais informações: www.vilem-flusser.blogspot.com


