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O ALFABETO DE RELAÇÕES UNIVERSAIS (ARU) Pedro Andrade |
Este artigo sugere a construção de um Alfabeto de Relações Universais (ARU) que possa ser utilizado em pesquisa qualitativa. Para tal, enquanto prolegómenos, o autor esquiça uma breve antropologia dos alfabetos no seio de diversas civilizações. Em segundo lugar, articula a pesquisa científica (e, em particular, a análise qualitativa de textos) à própria construção e desconstrução da linguagem científica. Em seguida, são passados em revista os diferentes mas complementares tipos de lógicas que esclareceram ou ensombraram a hstória do pensamento. Finalmente, apresenta-se uma das secções do ARU, o Alfabeto de Relações Interconceptuais (ARI). Trata-se de um alfabeto não constituído por letras mas por relações lógicas analíticas, no seio de dimensões estruturais ou conjunturais, e circunscrito em três línguas nacionais, Português, Francês e Inglês. Diversos exemplos simples de aplicação do ARI à análise de textos são mostrados, nas áreas da Sociologia e Literatura. Um tal dispositivo metodológico e técnico poderá ser integrado como um módulo de softwares de análise qualitativa de textos científicos ou narrativos. |