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UTILIZADOR DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICO-TECNOLÓGICA Joana Lobo Fernandes |
Neste texto propomos pensar a comunicação pública da ciência, inserindo-a numa tríade composta pelos seus públicos, pelo sentido de responsabilidade social expresso na comunicação e pelo entendimento de risco que é privilegiado. Esta leitura tripla foi sugerida pela análise à comunicação da ciência observada em três (de um total de treze) Laboratórios de Estado Portugueses, dois do sector agrícola e pescas e o terceiro na área da genética. Partindo de uma interpretação da missão destes organismos, é possível prever a existência, nestes Laboratórios, de um público com características cognitivas próprias e que assume um lugar específico na relação de comunicação. A este público demos o nome de stakeholder, um conceito da gestão organizacional que traduz eficazmente a ideia de públicos que condicionam a actividade de investigação científica e que, por isso mesmo, estabelecem uma relação específica com essas instituições de investigação científica. Assim, procuraremos definir o sentido de público stakeholder, evidenciar o modelo de comunicação que se estabelece com estes e perspectivar as noções de responsabilidade social e de risco, que se tornam predominantes. |